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O VIAJANTE

NOBRES | MATO GROSSO
Grutas, cavernas, poços e muita história estão guardados no Cerrado da região de Nobres. São mais de 30 cavernas calcáreas, lagos com águas cristalinas, perfeitas para mergulho, modalidade de esporte em expansão em Mato Grosso.
Atrativos ainda inexplorados preservam uma natureza primitiva. Um dos lugares fantásticos de Nobres é a Lagoa Azul. Outros pontos onde já se pratica mergulho são: Lagoa Pai João e Poço Dois de Maio. Entre as atrações exóticas está a tribo dos índios Bakairi.
Um dos principais pontos de interesse turístico é a Reserva Yaporã, a 12 Km da cidade, local aberto aos turistas durante todo o ano. A estrutura é simples e confortável. A Reserva possui chalés com suítes e quiosques. Há também espaço reservado para quem deseja acampar. A Reserva Yaporã fica às margens do rio Cuiabá, com água muito limpa, próxima à sua nascente.
Na região de Rosário Oeste existe a Caverna do Currupira, na nascente do rio de mesmo nome, um cenário natural quase intocado, que já virou ponto de encontro dos mergulhadores.
Localização
Nobres localiza-se a 145 Km de Cuiabá, capital do Mato Grosso. Por Terra:O acesso pode ser feito de carro ou ônibus pela BR-163.

O VIAJANTE

PANTANAL NORTE – MATO GROSSO
O Pantanal é um paraíso ecológico no coração do Brasil. É a maior planície alagada do planeta, e a terceira maior reserva ambiental do mundo. Sua importância ecológica é imensa, pois abriga um dos mais ricos ecossistemas já encontrado até hoje, com florestas estacionais periodicamente alagadas.
Apresenta a maior concentração de fauna do neotrópico, incluindo várias espécies ameaçadas de extinção – entre mamíferos, répteis e peixes -, além de servir como habitat para uma enorme variedade de aves, tanto nativas como provenientes de outras áreas das Américas.
A abundância de animais faz da região do Pantanal um dos lugares mais propícios do Brasil para observação da flora, fauna e para a prática da pesca – permitida somente entre março e outubro. A área total é de 230 mil quilômetros quadrados, abrangendo 12 municípios dos Estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Ao Norte, estão as serras dos Paracis, Azul e do Roncador. A Leste, a Serra de Maracaju. Ao Sul, a Serra da Bodoquena. E, a Oeste, os charcos paraguaio e boliviano. O Pantanal mato-grossense é tão diverso que foi subdividido, por pesquisadores, em sub-regiões. Cada “Pantanal” – Norte e Sul – tem características naturais próprias e, conseqüentemente, atividades e épocas ideais para visitação.
O Parque Nacional do Pantanal foi criado em 1981, mas somente em 1993 foi designado como Área de Preservação Ambiental - APA. Seu portal de entrada está localizado no município de Poconé, que fica a 102 km da capital do Estado do Mato Grosso, Cuiabá.
Foi reconhecido como Reserva da Biosfera Mundial pela UNESCO - Organização das Nações Unidas Para a Educação, Ciência e Cultura. A conferência deste título fez crescer o apoio vindo do governo e da sociedade para a conservação das riquezas e a implantação de uma política de desenvolvimento sustentável na região. A sede da Reserva fica em um platô - a salvo de inundações – e conta com Centro de Visitantes e embarcações.
Para conhecer o Parque Nacional do Pantanal é preciso ir de barco, saindo de Porto Jofre, com o acompanhamento de um guia e autorização prévia do IBAMA – Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. Isso torna a atração um pouco mais cara, mas sempre é possível pechinchar. É imprescindível o uso de repelente de insetos, protetor solar, chapéu ou boné, roupas leves e botas impermeáveis. E como não há estrutura no parque, aconselha-se levar comidas leves, frutas e água para o passeio.
Não há alojamento disponível dentro do Parque, portanto é preciso ir e voltar no mesmo dia. Não é permitido fazer caminhadas ou trilhas. Pesca - mesmo a esportiva -, e caça são rigorosamente proibidas entre os meses de novembro e fevereiro, assim como focagem noturna de jacarés por conta própria.
A melhor época para visitação é de maio a setembro, quando chove menos. Nos meses de março a abril, quando as águas começam a baixar, a observação da fauna torna-se melhor. Na época das chuvas, entre outubro e fevereiro, é grande a quantidade de mosquitos, o calor é intenso e a Rodovia Transpantaneira fica praticamente intransitável.
Como chegar
Via Aérea: por via aérea utiliza-se a pista de pouso da Fazenda Acurizal (RPPN/Fundação Ecotrópica), gastando-se uma hora de vôo e 30 minutos de barco. A cidade mais próxima à unidade é Poconé, que fica a 102 km de Cuiabá.
Via Rodoviária: o acesso é feito através da MT-060, partindo de Cuiabá até Poconé, por 102 Km em via asfaltada e continuando pela Rodovia Transpantaneira por mais 147 Km até Porto Jofre, às margens do rio Cuiabá.
Via Fluvial: partindo de Porto Jofre até o Parque, o acesso é feito apenas por via fluvial, navegando-se por aproximadamente 4h.
Atrações
Rio Paraguai
Rodovia Transpantaneira
Sesc Pantanal
Ornitologia ou Observação de aves
Ecoturismo

O VIAJANTE

CHAPADA DOS GUIMARÃES – MATO GROSSO
O Parque Nacional da Chapada dos Guimarães está localizado entre o Atlântico e o Pacífico onde se encontra o centro geodésico da América do Sul. Sua paisagem é caracterizada por gigantescas esculturas de pedra, um céu multicolorido e um corredor eletromagnético, o qual atrai muitas pessoas sensitivas, por reunir forças eletromagnéticas, além de ser um antigo pasto de dinossauros há 64 milhões de anos.
Possui 46 sítios arqueológicos catalogados em seus 33 mil hectares de área onde estão gravadas inscrições rupestres e pinturas feitas por antepassados. O parque é considerado um verdadeiro museu a céu aberto, onde foram encontrados ossos de dinossauros do período Jurássico, fósseis de inúmeros outros animais e conchas, entre outras preciosidades.
Aspectos naturais
Encontra-se sobre uma das antigas placas tectônicas do planeta além de possuir gigantescas montanhas de arenito.
Sua vegetação é o Cerrado, com árvores contorcidas e uma grande variedade de espécies de flores perfumadas. Também é considerada uma farmácia a céu aberto, por possuir centenas de ervas medicinais, todas ameaçadas de extinção. Além disso, encontram-se também algumas espécies, mais características do Cerrado como o pau-santo; o campo sujo - caracterizado pelo murici - o campo cerrado - marcado pelas gramíneas e o campo cerrado rupestre - ambiente de diferentes orquídeas e bromélias.
A fauna tem como representantes principais os cágados e o jacaré-coroa, além do lobo-guará, veado-campeiro, gato-palheiro, tamanduá-bandeira e tatu canastra (ameaçado de extinção), dentre outros.Clima
De maio a setembro há sol o dia inteiro e as trilhas tornam-se completamente acessíveis. Entre dezembro e abril chove muito na região e as trilhas ficam muito perigosas.
Atrações
Possui várias atrações turísticas constituídas por cachoeiras (Véu da Noiva, Cachoeirinha), sítios arqueológicos e monumentos históricos. A melhor época para a visitação é de novembro a julho, devido ao período de seca.
Infra-estrutura
O Parque é aberto à visitação todos os dias da semana, das 8:00 às 17:00 h e é cobrada uma pequena taxa para entrar no parque.
Possui ainda um centro de visitantes e sede do Ibama. Os ambientes do parque podem ser visitados por várias trilhas. A 9 km do parque tem o município Chapada dos Guimarães, com hotéis, pousadas, restaurantes e centro de informações turísticas.