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ESPORTE RADICAL

BMX
É uma forma de ciclismo ou de determinado tipo de bicicleta geralmente que fazem o uso de rodas de 20 polegadas de diâmetro. Tambem existe a categoria de bmx freestyle, ou bmx street, bmx dirt e tambem bmx park. Um dos melhores parques radicais do noste é o parque radical de braga, andam la skaters( mais conhecidos como os drogaditos de braga) e tambem os bikers(esses miudos dominam).
Surgiram no estado da
Califórnia nos Estados Unidos no final da década de 1960.
Recentemente foi descoberto um artigo de jornal, fotografias e um vídeo que comprovam que o BMX e as corridas de BMX organizadas não nasceram nos anos 60/70 na Califórnia (EUA) mas de facto em Amersfoort (Holanda) no ano de 1958.
Nos anos 60, as crianças imitavam seus ídolos do motocross com suas bicicletas, construíam pistas e faziam corridas informais. Assim nascia um novo esporte. Durante os anos 70 este novo esporte começou a crescer, surgiram equipes, campeonatos, revistas especializadas, marcas novas de peças e bicicletas BMX.
No final dos anos 70 alguns pilotos mais velhos como Tinker Juarez começaram a aventurar-se em piscinas e skateparks, até ai território dos skaters. As manobras que começaram a criar fora das pistas de terra, começaram a dar nas vistas. Surgia o Estilo Livre, ou Freestyle. Um dos pioneiros, e considerado "pai" do Freestyle foi o Bob Haro, que inventou muitas das primeiras manobras e também criou a Haro Bikes e a primeira BMX de Freestyle - Haro Freestyler . Outros pioneiros foram R.L. Osbourn, Woody Itson, Mike Dominguez e Martin Aparijo.
Durante os anos 90 apareceu um novo herói, Matt Hoffman, que "salvou" o BMX Freestyle numa época em que a popularidade do BMX quase que desapareceu. Hoffman criou a Hoffman Bikes, organizou campeonatos e bateu vários recordes mundiais e foi durante muitos anos o campeão mundial na disciplina Vert.
Kevin Jones foi a outra grande figura doa anos 90 mas no estilo Flatland. Jones apenas participou em alguns campeonatos como amador no final dos anos 80 mas era suficiente para meter medo aos "Pro's" cada vez que aparecia. Foi na sua pequena cidade de York, Pennsylvania (EUA) que ele inventou centenas de manobras novas e criou uma serie de filmes chamados "Dorkin' in York" que revolucionaram o Flatland.
O documentário Joe Kid on a Stingray é o primeiro filme a contar a história do BMX desde o lançamento da bicicleta Schwinn Stingray em 1963 até aos X Games passando pela época de ouro do BMX nos anos 80.
O BMX chegou com toda a sua força no Brasil em 1978, sendo chamado de bicicross.
O BMX, que para alguns é um esporte e para outros estilo de vida, é caracterizado pelas manobras que vão desde as simples às arriscadas, e sempre onde é praticado chama a atenção do público por ainda ser um esporte novo e pelo belo visual conferido pelas manobras e pela emoção sentida pelo público a cada manobra arriscada.
Atualmente o BMX já está entre os maiores desportos de acção do mundo, sendo inclusive um dos que mais crescem em número de participantes. Vários campeonatos são realizados anualmente, no mundo e também no Brasil , existindo inclusive, a "copa do mundo" de BMX, o Campeonato Mundial de BMX, realizado anualmente.

ESPORTE RADICAL

Skimboard
É um esporte praticado principalmenteem praias de tombo e consiste em correr em direção de uma onda, jogar sua prancha rapidamente pulando em cima dela (drop) para então surfar a onda(wrap). Neste esporte encontramos uma mistura de várias outras modalidades como o surf, skateboard ou snowbord, visto que é possível surfar a onda, fazer manobras como no skate ou surf. Os atletas que praticam este esporte são Skimboarders ou Skimmers. Também pode ser em praias planas utilizando-se de obstáculos e rampas (flatland).
O skimboard teve o seu início perto de 1930 nas praias de Laguna Beach, Califórnia.
O esporte mistura manobras de surf e skate, e o atleta precisa correr da praia em direção ao mar, aproveitando as ondas que quebram na beira da praia. Em alguns locais, como Bahia - Brasil, é chamado de frus (surf ao contrário) por conta de inversão: em vez de partir da onda para a praia, o skimmer corre da praia para o mar.
Em Portugal, com o surgimento das primeiras pranchas nacionais primeiro com Rato Skimboards e depois com a Folha Skimboards, os campeonatos foram aparecendo e a modalidade ganhou divulgação, chegando nos anos 90 a ter uma grande projecção através dos media, patrocinadores e eventos.
As pranchas que comecaram por ser em madeira de contraplacado, evoluíram para o foam (espuma), usado nas pranchas de surf o que permitiu uma maior evolução de manobras e espetacularidade do desporto. Nos dias de hoje a modalidade tem bastantes praticantes no mundo inteiro. Já existem campeonatos internacionais nos EUA, França, Chile, Portugal e México.
No Brasil, a modalidade já é bastante difundida em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia e Pernambuco. Neste último estado, encontrou no Recife um local propício para se desenvolver. Com os ataques de tubarão, o surf foi proibido e uma das principais praias do Nordeste, Boa Viagem, perdeu seu principal esporte. Porém, permitiu o desenvolvimento do Skimboard. Os antigos fabricantes de pranchas de surf investiram no novo produto e o número de praticantes não para de crescer.
Em Pernambuco, o esporte está se desenvolvendo com o trabalho da Geração Skim, equipe especializada no esporte que investiu na preparação dos atletas organizando Workshops, Encontros e Campeonatos, sempre trazendo skimmers experientes de fora do Estado.
A modalidade tem bastantes praticantes no mundo inteiro. Já são realizados campeonatos internacionais em países como EUA, França, Portugal, México e Chile.

ESPORTE RADICAL

Rapel
Uma atividade vertical praticada com uso de cordas e equipamentos adequados para a descida de paredões e vãos livres bem como outras edificações.
Trata-se de uma atividade criada a partir das técnicas do alpinismo o que significa que requer preocupação com a segurança do praticante. Este deve ter instruções básicas e acompanhamento de especialistas. Cursos preparatórios são indispensáveis.
A atividade é praticada essencialmente em grupo onde cada integrante se deve preocupar com o companheiro, questionando qualquer situação que possa gerar um incidente e até um acidente.

Rapel é uma palavra que em francês quer dizer "chamar" ou "recuperar" e foi usada para batizar a técnica de descida por cordas. O termo veio da explicação do "criador" do rapel, Jean Charlet-Stranton, por volta de 1879, quando explicava a técnica: "je tirais vivement par ses bouts la corde qui, on se le rappelle...." que quer dizer em tradução livre "Quando chegava perto de meus companheiros eu puxava fortemente a corda por uma de suas pontas e assim a trazia de volta para mim...", ou seja, ele chamava a corda de volta ao terminar a escalada e a descida de uma montanha ou pico.

Quando os pés têm contacto com a parede, durante a descida, utilizam-se as técnicas de Rappel em Positivo. Do contrário, quando praticado em vãos livres, onde não há contato dos pés com a parede, a técnica é de Rappel em Negativo. Para cada técnica é possível realizar algumas manobras como saltos, giros e descidas de ponta-cabeça.
São utilizados diversos equipamentos diferentes para cada necessidade. É preciso estar atento a cada detalhe, revendo todos os pontos sempre. Redundância é um fator de segurança.
Existem equipamentos voltados para a amarração ou ancoragem da corda de descida, como os mosquetões, as fitas tubulares e as ancoragens back-ups.
Entre os equipamentos individuais básicos estão a arnês, mosquetão, luva, freio e capacete. Normalmente são utilizados equipamentos com certificação de segurança internacional.
Esse conjunto adapta-se ao corpo com conforto na altura da cintura e, depois de conectado à corda e travado, permite ao praticante uma descida com velocidade controlada, sem esforço maior, utilizando o atrito entre o oito (um tipo de descensor) e a corda e controlando com uma das mãos a passagem da corda pelo sistema. Não requer força, apenas determinação, um pouco de coragem e técnica, sendo necessária uma formação antecipada de forma a evitar acidentes trágicos e fatais. Quem cai, por não saber utilizar correctamente os equipamentos, só cai uma vez!
As descidas devem ser monitoradas por um agente, no lançamento, e por outro agente, durante a descida cuidando da segurança lá embaixo. Ele segura a ponta da corda, esticando-a, caso necessário e provocando atrito no sistema conectado, colaborando com o praticante em caso de alguma dificuldade.
É uma atividade segura desde que praticada com muita atenção aos princípios de segurança

ESPORTE RADICAL

SURF
Uma prática desportiva marítimo, frequentemente considerada parte do grupo de atividades denominadas desportos radicais, dado o seu aspecto criativo, cuja proficiência é verificada pelo grau de dificuldade dos movimentos executados ao acompanhar o movimento de uma onda do mar sobre uma prancha, denominada prancha de surfe, à medida que esta onda se desloca em direção à praia.

Não se sabe exatamente em que momento se deu a origem do surfe, sabe-se porém que esta prática de deslizar sobre as ondas há muito tempo já era praticada pelos povos polinésios, eles que povoaram praticamente todas as ilhas do oceano pacífico, além do litoral pacífico das américas. Os primeiros relatos do surfe dizem que este foi introduzido no Havaí pelo rei polinésio Tahíto. Outros relatos dão conta de que muito antes dos havaianos, antigos povos peruanos já se utilizavam de uma espécie de canoa, confeccionada de junco, para deslizar sobre as ondas. O primeiro relato concreto da existência do esporte foi feito pelo navegador James Cook, que descobriu o arquipélago do Havaí e viu os primeiros surfistas em ação. Utilizavam-se inicialmente pranchas de madeira confeccionadas para deslizar nas ondas, as pranchas eram fabricadas pelos próprios usuários que acreditava-se que ao fábricar sua própria prancha se transmitia todas as energias positivas nela e ao praticar o "esporte" se libertava das energias negativas, porem os primeiros praticantes desse esporte acreditavam que sua pratica seria na verdade um culto ao espírito do mar em sua cultura original.
Na época, o navegador gostou do esporte por se tratar de uma forma de relaxamento, mas as igrejas protestantes desestimularam por mais de cem anos a prática de surfe.
O reconhecimento mundial veio com o campeão olímpico de natação e pai do surfe moderno, o havaiano Duke Paoa Kahanamoku. Ao vencer os jogos de 1912, em Estocolmo, o atleta disse ser um surfista e passou a ser o maior divulgador do esporte no mundo. Com isso o arquipélago e os esportes passaram a ser reconhecidos internacionalmente.
Na década de 1950 o esporte popularizou-se na costa oeste dos E.U.A., tornando-se uma mania entre os jovens, principalmente nas praias do estado da Califórnia. Durante as décadas de 70 e 80 o esporte espalhou-se por todo o mundo, dando início ao profissionalismo e campeonatos tendo dinheiro como prêmio.
A Austrália é o país com o maior número de campeões mundiais. A organização do campeonato mundial é responsabilidade da ASP Associação de Surfistas Profissionais.
O atual campeão mundial é o norte-americano Kelly Slater, que soma 10 campeonatos e é o surfista com mais títulos do circuito mundial

ESPORTE RADICAL

PAINTBALL
O Paintball é um desporto radical que consiste em um jogo onde duas ou mais equipes competem entre si, usando carregadores de bolas que soltam tinta ao atingir o adversário. O objectivo é apanhar a bandeira do outro grupo, na forma mais popular do jogo, e quanto mais adversários forem eliminados mais fácil fica de completar o objectivo.
Nos últimos dez anos, este desporto revelou um desenvolvimento exponencial e conta já com cerca de 15 milhões de praticantes em todo o mundo sendo que a maior parte está aglomerada a norte do continente americano e na Europa.
Para jogar
Em alguns campos existe uma espécie de pacote, onde estão incluídos máscara de proteção, marcador , cilindro de gás, roupa, munições e o aluguel do campo.
Não é preciso estar em forma para jogar. Contudo, é recomendável fazer um aquecimento antes de jogar, pois o jogo pode ser cansativo.
Normalmente as pessoas optam por jogar em parques de aventura, os quais juntam num mesmo espaço todas as condições para se poder fazer jogos de paintball com toda a qualidade e segurança. Estes parques de aventura pertencem a empresas legalizadas e cumpridoras da legislação em vigor, garantindo os obrigatórios seguros de acidentes pessoais de animação turística e de responsabilidade civil. Nestes locais, normalmente são disponibilizados vários cenários diferentes para que os jogos sejam interessantes, bem como todo o equipamento necessário e também monitores com formação adequada para que possam auxiliar os jogadores em termos de segurança, arbitragem, apoio técnico e enquadramento dos jogos. Para além disso, contam com instalações de apoio como casas de banho, balneários e estacionamento que contribuem para que os jogos de paintball sejam uma experiência agradável e uma oportunidade de convívio com os amigos.
Os jogos em terrenos ou fábricas abandonadas têm vindo a cair em desuso pelos problemas de segurança associados e devido à possibilidade de intervenção das forças de segurança sempre que não existir autorização dos donos do terreno para a realização dos jogos, levando à apreensão do equipamento e identificação dos jogadores
As regras principais
O objetivo do jogo é capturar a bandeira no centro do campo e levar até à base adversária. Cada jogo tem uma duração máxima variando de cinco a sete minutos. O jogador é eliminado quando uma bola o atinge e estoura, em qualquer lugar do corpo ou equipamento que ele usa dentro do campo. Existem juízes dentro do campo para verificar a eliminação dos jogadores. Vencerá o jogo a equipe que conseguir agarrar e levar a bandeira até a base inimiga ou ter eliminado toda a equipe adversária. Acabando o tempo limite do round, vence a equipe que tiver a bandeira, se ninguém estiver com ela, a equipe que a agarrou primeiro e se ninguém a tiver agarrado durante o jogo vence a equipe que tiver eliminado mais jogadores adversários. Crianças de até 11 anos não podem praticar do ´´desporto``

ESPORTE RADICAL


TIROLESA
A tirolesa é uma atividade esportiva de aventura originária da região do Tirol, na Áustria. Consiste em um cabo aéreo ancorado horizontalmente entre dois pontos, pelo qual o aventureiro se desloca através de roldanas conectadas por mosquetões a uma cadeirinha de alpinismo. Tal atividade permite ao praticante a emoção de voar por vales contemplando belas paisagens.
A tensão da corda é importante para que não se forme uma "barriga" no cabo, o que prejudicaria a trajetória da carga em movimento, podendo detê-la antes do final do curso pretendido.
Essa atividade é praticada em campo aberto e de preferência acima de um lago. Geralmente, quando a tirolesa é praticada sobre um lago, no final do percurso o aventureiro se solta de seu equipamento e cai na água, acrescentando assim mais adrenalina e emoção. A pessoa é segurada por um cabo, que está preso a um cabo de aço que realiza o seu percurso.
A tirolesa é, sem dúvida, um dos esportes de aventura mais gostosos e emocionantes, não exigindo esforço físico do praticante e lhe permitindo sentir a emoção de voar contemplando a natureza por um ângulo diferente.

ESPORTE RADICAL

WHEELIE
O Wheelie (também conhecido como wheeling, ou stunt) é um esporte radical praticado com motocicleta, consiste em realizar manobras em que cuja força e equilibrio são exigidos ao máximo pelos praticantes. O termo Wheelie é estaduniense e quer dizer "Empinar", porém no Brasil usa-se para designar o esporte como um todo.
Surgiu na década de 1970 quando o californiano Doug Domokos desenvolveu a técnica de empinar a moto controlando com o freio traseiro, e passou a fazer exibições de suas habilidades. Domokos ficou conhecido como "The Wheelie King", ou seja, o Rei do Wheeling. No Brasil essa modalidade tem crescido e conquistado públicos
Não se tem certeza quem foram os primeiros praticantes de wheeling no Brasil, mas de qualquer tornou-se notório somente na década de 1990. As autoridades ainda tratam como vandalismo quando mesmo praticada em locais próprios, no Brasil, se praticado nas ruas, é consolidado uma infração e conforme o denatran (Código de Trânsito, Lei nº 9.503)[2] (Art. 174 do Código de Trânsito Brasileiro), o praticante esta sujeito a uma multa gravíssima, somando sete pontos na carteira de habilitaçao, e multa de R$ 191,82 (180 UFlRs), suspensão do direito de dirigir e apreensões da Carteira de Habilitação e do veículo.
Algumas manobras
• Borrachão: Consistem em manter o atrito da roda trasira (em alto giro) e o chão.
• Enceradeira: Manobra em que o piloto durante o zerinho, arrasta uma de suas mãos no chão.
• Grau: Diversas manobras onde a moto é empinada com a roda traseira no chão.
• Joelinho: A moto é erguida com o apoio do joelho, geralmente o pilto consegue fazer curvas nesta manobra.
• No hands: Empinar e controlar a moto sem as mãos.
• No front: Manobra onde o equipamento nao possue a parte da frente (rodas e bengalas).
• One hand: Empinar e controlar a moto com apenas uma das mãos.
• RL: Também conhecido como bob's, existem diversas modalidades de RL, trata-se de empinar a moto, mas com a roda dianteira no chão e usando o freio dianteiro.
• Raspão: Grau onde o piloto em velocidade, empina raspando a churrasqueira no chão, gerando faíscas.
• Superman: Nessa manobra a moto fica apoiada na churrasqueira (raspão) e o piloto estica o corpo e arrasta os pes no chão com a moto em movimento.
• Surf: Manobras em que o piloto sobe no banco e dirige sem as mãos.
• Zerinho: Consiste em manter o grau com a moto em círculo.

ESPORTE RADICAL

MERGULHO
O mergulho é uma prática muito antiga que consiste na exploração submarina utilizando-se ou não de equipamentos especiais
Tipos de mergulho
Existem três tipos de mergulho: livre, autônomo e o dependente ou semi-autónomo (br: umbilical). O mergulho livre ou de apnéia é a modalidade em que o mergulhador não usa equipamentos para respiração subaquática. No mergulho autônomo o mergulhador é auxiliado por equipamentos que ele carrega consigo, que lhe permitem respirar debaixo d'água. Já no mergulho dependente, o suprimento de ar não é levado pelo próprio mergulhador, sendo a alimentação feita a partir da superfície por intermédio de um compressor de ar e de uma mangueira.
Mergulho dependente
O mergulho dependente não é praticado por mergulhadores amadores ou esportistas, uma vez que, como não há limitação de ar para a permanência do homem sob a água, facilmente os limites não descompressivos do mergulho acabam sendo ultrapassados, exigindo assim diversas paradas programadas para descompressão. Ademais, uma interrupção no fornecimento de ar para o mergulhador pode ser fatal, dependendo da profundidade e do tempo que se encontra mergulhando.
Para os iniciantes é recomendado o mergulho livre. Só com doze anos de idade é que se pode começar com o mergulho autônomo.
O mergulho dependente é largamente utilizado por profissionais, especialmente os que trabalham em plataformas de petróleo e na construção civil.
Mergulho livre
O mergulho livre consiste basicamente nas técnicas para uma descida sem o auxílio de equipamentos que asseguram a respiração subaquática. O mergulhador depende exclusivamente de sua capacidade pulmonar, preparação física e principalmente do controle emocional.
O mergulhador pode utilizar-se de um balão ou colete inflável, ou ainda outro meio mecânico para subir o mais rápido possível, devido à grande profundidade atingida.
Mergulho autônomo
Mergulho autônomo, a modalidade permite que o mergulhador fique mais tempo embaixo d'água com auxílio do equipamento de respiração. O mergulho autônomo pode ser dividido basicamente em: Mergulho recreativo e Mergulho técnico (ou descomprensivo). Os manuais das várias certificadoras de mergulho recreacional, apontam para a profundidade limite para este tipo de mergulho, na casa dos quarenta metros de profundidade. A partir daí, os efeitos da narcose pelo nitrogênio se acentuam, tornando arriscado o mergulho realizado simplesmente com ar comprimido (composto por aproximadamente 21% de oxigênio e 79% de nitrogênio).
O mergulho pode ser usado desde para estudos da biologia marinha até para trabalhos de solda em tubulações de gás

ESPORTE RADICAL

MOUNTAIN BIKE
Mountain Bike, ou Bicicleta de Montanha, é um tipo de bicicleta usado no Mountain Biking, uma modalidade de ciclismo na qual o objetivo é transpor percursos com diversas irregularidades e obstáculos. Em alguns países de lingua latina o esporte é chamado de Bicicleta todo terreno ou BTT (que significa Bicicleta Todo o Terreno). No Brasil é chamado popularmente de Mountain Bike, eventualmente de Ciclismo de Montanha ou Mountain Biking e comumente abreviado como MTB ou esporadicamente como BTT, sendo esta abreviatura a mais usada em Portugal e nos restantes países lusófonos.
O Mountain Bike é praticado em estradas de terra, trilhas de fazendas, trilhas em montanhas e dentro de parques e até na Cidade.
Mountain Bike é um esporte que envolve resistência, destreza e auto-suficiência. Como é comum a prática do esporte em locais isolados, o aspecto de auto-suficiência é importante para que o ciclista consiga realizar pequenos reparos em sua bicicleta.
A modalidade desportiva mountain bike nasceu na Califórnia no meio da década de 1950 através de brincadeiras de alguns ciclistas e de alguns surfistas que procuraram desafios bem diferentes das competições de estrada tradicionais e atividades para dias sem ondas.
Os primeiros nomes que apareceram foram: James Finley Scott: "provavelmente" a primeira pessoa a modificar uma bike exclusivamente para andar na terra - em 1953. Utilizou um quadro para passeio Schwinn, pneus largos, conhecidos como balão, guidão reto, freios cantilever e trocadores de marcha; Tom Ritchey e Gary Fisher: pioneiros na práctica do desporto e no desenvolvimento de componentes em série, como futuramente bicicletas próprias para o novo estilo. Fundadores das empresas Gary Fisher e Ritchey; Joe Breeze: Confeccionou a primeira bicicleta para a pratica do Mountain Bike, a Breezer # 1 em outubro de 1977

ESPORTE RADICAL

                  
SKATE
O skate é um desporto inventado na Califórnia que consiste em deslizar sobre o solo e obstáculos equilibrando-se numa prancha, chamada shape, dotada de quatro pequenas rodas e dois eixos chamados de "trucks". Com o skate executam-se manobras, com baixos a altos graus de dificuldade. No Brasil o praticante de skate recebe o nome de skatista.
O skate é considerado esporte radical, dado seu aspecto criativo, cuja proficiência é verificada pelo grau de dificuldade dos movimentos executados
No início da década de 1960, os surfistas da Califórnia mais ou menos na cidade de Los Angeles queriam fazer das pranchas um divertimento também nas ruas, em uma época de marés baixas e seca na região. Inicialmente, a nova "maneira de surfar" foi chamada de sidewalk surf. Em 1965, surgiram os primeiros campeonatos, mas o skate só ficou mais reconhecido uma década depois. Eles queriam criar um surfe no asfalto entao criaram o skate
No filme The Lords of Dogtown e Z-Boys é possível conhecer um pouco da história do skate. O filme conta a história dos Z-Boys, um grupo de skatistas dos anos 70 que revolucionaram o esporte.
Um livro que conta a história do skate no Brasil, é o livro A Onda Dura. O Livro percorre desde os primórdios do esporte até os anos 2000, contendo diversas imagens.


ESPORTE RADICAL

BODYBOARD
Bodyboard é um desporto onde o praticante desce a onda deitado ou de joelhos em uma prancha, que tem medidas (médias) de 39 polegadas a 42 polegadas (podendo haver maior ou menor. Para auxílio da prática do desporto, utilizam-se pés de pato - nadadeiras - que servem para auxiliar na entrada da onda e na execução de manobras.
O desporto que deu origem ao Bodyboard era conhecido no Havaí como paipo-board. No fundo é um bodyboard mais erudito fabricado de madeira. O paipo é a prancha reportada como a mais antiga para apanhar ondas, pelo menos que esteja registado, mas é algo que surge como senso comum se pensarmos que é a forma mais obvia de andar nas ondas, e uma evolução natural ao bodysurf. Mais tarde os reis havaianos, e apenas eles construiram pranchas maiores, autênticos troncos, para andar "de pé" nas ondas, uma forma de se distanciarem da plebe. Os nativos em geral continuaram a usar o paipo para se divertirem, algo que veio até aos nossos dias até à invenção da prancha de surf.
O resto da história é sobejamente conhecida, o bodyboard rapidamente ganhou milhares de praticantes, dentro e fora do mundo "surf", por ser um meio mais seguro, divertido e acessível, mas teve um crescimento tal que chegou a assustar a já estabelecida na altura industria do surfwear, que através de um boicote geral criou a primeira crise da história do bodyboard. Foi durante esta crise que se deram os primeiros passos para o estabelecimento de marcas 100% bodyboard.
A nível desportivo a performance do bodyboard chegou a píncaros nunca sonhados por Tom Morey, que apenas tinha planejado um desporto mais acessível a todos, em conformidade com o espírito paipo. No entanto as possibilidades desta prancha revelaram-se imensas, chegando a ser o desporto nr. 1 no que toca a desempenhos nas ondas mais perigosas do planeta. Nos picos mais desafiantes do planeta como pipeline, teahupoo, sharkisland, el fronton ou cyclops os limites foram e são ditados pelo que os bodyboarders conseguem fazer.
Esta mudança de atitude, ou revelação das possibilidades do bodyboard, mudaram radicalmente a natureza do mesmo, e se ainda é utilizado como meio de lazer pelas famílias em condições suaves, é também o desporto aquatico mais agressivo e técnico da actualidade, exigindo uma preparação física intensa aos seus praticantes mais sérios, especialmente ao nível lombar. A quantidade de manobras que se fazem num bodyboard é imensa, e cada vez com mais grau de dificuldade, não sendo uma comparação fútil colocar este desporto como os ginastas do mar.

ESPORTE RADICAL

BALONISMO
Balonismo é um esporte aéreo praticado com um balão de ar quente. Possui adeptos em todo o mundo, no Brasil, o esporte vem se tornando popular.


Modalidades
• Fly In: Os competidores tentarão voar para um alvo comum, determinado pelo juiz. Aquele que conseguir jogar sua marca o mais próximo do alvo, será o vencedor.
• Fly On (ou Continuação de Vôo): Os competidores vão declarar seu próximo alvo em vôo, escrevendo suas coordenadas na marca da prova anterior, e tentarão voar para o seu alvo. Quem conseguir atingir a menor distância do seu alvo declarado, será o vencedor.
• Caça à Raposa: Um balão decola antes dos competidores e faz um percurso aleatório de vôo. Após um determinado período de tempo (geralmente entre 10 e 30 minutos, dependendo das condições de vento), os outros balões decolam e procuram seguir o mesmo percurso, em busca do balão raposa. O competidor que conseguir pousar mais próximo do ponto onde o balão raposa aterrissou será o vencedor. Vale lembrar que esta não é uma prova competitiva e é utilizada apenas em festivais ou eventos não competitivos.
• Key Grab (ou Prova da Chave): Um mastro é colocado na área de público do evento e os competidores podem escolher um ponto de decolagem livremente, a uma distância mínima determinada pela organização. Vence o balão que consegue se aproximar em vôo do mastro e agarrar a chave - ou o símbolo da festa - pendurado em sua ponta.
• Alvo declarado pelo juiz: Os balonistas procuram jogar suas marcas (um saquinhos de areia com uma fita com o número de seu balão) bem em cima de um alvo colocado no solo. Quando há mais de um alvo declarado, e o competidore pode escolher o alvo que melhor lhe convier, a prova é chamada de Valsa de Hesitação.

ESPORTE RADICAL

RAFTING
O rafting é a prática de descida em corredeiras em equipe utilizando botes infláveis, equipamentos de segurança. Antes de começar qualquer descida de rafting comercial, um instrutor da atividade passa à todos os participantes detalhadas instruções de conduta relativas à segurança. Estas Instruções são lembradas pelos demais instrutores durante momentos estratégicos da descida, e seu cumprimento é fundamental para a segurança de todos. O rafting comercial proporciona a experiencia de descer o rio para pessoas de qualquer idade e em sua maioria pessoas que nunca tiveram uma experiência anterior, tornando o esporte acessível. Os primeiros relatos de rafting que se tem notícia são nos rios Colorado e Mississippi
Níveis do Rafting
Nível I: Áreas com pedras muito pequenas, requere poucas manobras.
Nível II: Algumas águas agitadas, talvez algumas rochas, pode exigir manobras.
Nível III: Ondas pequenas, talvez uma pequena queda, mas sem perigo. Pode requerer habilidade de manobra significativa.
Nível IV: Ondas médias, presença de poucas pedras, com quedas consideráveis, manobras mais difíceis podem ser necessárias.
Nível V: Grandes ondas, possibilidade de grandes rochas, possibilidade de grandes quedas, há riscos e exige manobras precisas.
Nível VI: Corredeiras extremamente perigosas, pedras e ondas enormes. O impacto da água pode até causar estragos no equipamento. O nível VI é extremamente perigoso, e pode machucar seriamente os praticante ou até levá-los à morte. Completar esse percurso exige muita habilidade

ESPORTE RADICAL

ORIENTAÇÃO
Orientação é um desporto individual que tem como objetivo percorrer uma determinada distância em terreno variado e desconhecido, obrigando o atleta a passar obrigatoriamente por determinados pontos no terreno (postos de controlo) e descritos num mapa distribuído a cada concorrente.
É permitido o uso de uma bússola.
Os tempos gastos para percorrer o trajecto são em função das capacidades física dos participantes, do treino de ler o mapa e da rapidez de se orientarem utilizando técnicas estabelecidas, assim como, das suas capacidades de adaptação ao terreno e da escolha correcta dos itinerários.
Os percursos são de uma extrema variedade e as característica do terreno são diversas: areia, florestas mais ou menos densas, relevos mais ou menos acidentados, etc. O grau de dificuldade é estabelecido de acordo com a categoria dos atletas e conforme a sua idade (geralmente entre 10 e 80 anos).
Disciplinas da orientação
Há diversas formas de competir. A mais comum é a orientação pedestre.
Também se realizam competições de orientação de bicicleta todo-o-terreno (BTT), corridas de aventura e trail orienteering, esta última, destinados a deficientes motores.
Em alguns países também são organizadas provas de orientação a cavalo, em canoa, em esqui etc
CompetiçãoÉ uma prova desportiva que pode ser praticada por todos os escalões etários. Para tal, os concorrentes são divididos segundo determinados grupos de idade.
Existem provas individuais e de estafetas ou revezamentos.
Categorias
Os praticantes são divididos em categorias, segundo o sexo, idade e nível técnico, de acordo com a dimensão do evento, não havendo limite de idade. Os níveis são os seguintes: Novatos (N), Difícil (B), Muito difícil (A) e Elite (E).

ESPORTE RADICAL

KITESURF
Kitesurf, kiteboarding ou mesmo flysurf é um desporto aquático que utiliza uma pipa (também conhecida como papagaio) e uma prancha com uma estrutura de suporte para os pés. A pessoa, com a pipa presa à cintura, coloca-se em cima da prancha e, sobre a água, é impulsionada pelo vento que atinge pipa. Ao controlá-lo, através de uma barra, consegue-se escolher o trajeto e realizar saltos incríveis. Este esporte, relativamente recente, encontra-se de momento com grande popularidade e uma prática crescente no Brasil e no mundo.
O kitesurf foi inventado em 1985 por dois irmãos franceses: Bruno e Dominique Legaignoux mas apenas antigiu alguma popularidade a meio da década de 1990.
O nome resulta da junção de duas palavras inglesas: Kite, que significa pipa (papagaio) e Surf, do verbo inglês to surf, que significa navegar.
Descrição das partes do Kite
• Bordo de Ataque- Parte frontal do kite, onde fica o inflável principal e entra o fluxo de ar.
• Bordo de Fuga - Parte traseira do kite, por onde sai o fluxo de ar.
• Cabrestos - Conjunto de linhas que compõe a estrutura de conexão do tecido às linhas de vôo e permite a
manobrabilidade do kite de 2 linhas e alguns 5 linhas.
• Talas infláveis - Ajudam a dar forma ao perfil do kite e distribuem a tensão no tecido no sentido transversal
• Bexigas - Tubos de plástico que inflados dão rigidez à estrutura do kite (Talas).
Descrição das partes da prancha
• Bordas - Laterais da prancha. Podem ser finas/grossas, altas/baixas, redondas/afiadas.
• Nariz- Parte frontal da prancha
• Rabeta - Parte posterior da prancha
• Quilhas - Aletas que dão equilíbrio e estabilidade
• Alças - Encaixes para os pés
• Deck - Parte superior da prancha
• Rocker - Curvatura longitudinal da prancha
• Concave - Curvatura transversal do fundo
• Distribuição de volume - Espessura em cada ponto ao longo do comprimento.

ESPORTE RADICAL

PARAPENTE
O parapente (paraglider em inglês) é um aeroplano (aeronave mais pesada do que o ar), em cuja asa (inflável e semelhante a um pára-quedas, que não apresenta estrutura rígida) são suspensos por linhas o piloto e possíveis passageiros. Costuma-se denominar paramotor o parapente no qual um motor é empregado para propelir o piloto. O vôo de parapente (conhecido em alguns países como paragliding) é uma modalidade de vôo livre que pode ser praticado tanto para recreação quanto para competição (considerado esporte radical). Pode ser descrito como um híbrido entre a asa delta e o pára-quedas. Diferentemente do pára-quedas, o parapente oferece um vôo dinâmico, onde o piloto pode controlar sua ascendência e direção, dependendo das condições meteorológicas como velocidade do vento.
As modalidades
Cross Country
É a modalidade mais popular do parapente, tendo como objetivo voar uma certa distância no menor espaço de tempo possível. Normalmente nos campeonatos de Cross Country existe uma comissão técnica que define uma prova (trajeto) com dois ou mais pontos a ser percorrido pelos pilotos. Cada piloto utiliza um GPS para seguir a rota definida pela comissão técnica e o vencedor é o piloto que chegar primeiro ao final da prova (goal). no Brasil temos um dos melhores lugares para se voar, é conhecido mundialmente como a MECA do vôo livre que é Governador Valadares/MG. O atual campeão Brasileiro nesta categoria é Frank Brown. O recorde mundial de distância livre foi obtido em 14/11/2007 por 3 brasileiros (Frank Brown, Rafael Saladini e Marcelo Prieto) percorrendo 461,8 Km após decolarem da cidade de Quixadá no Ceará e pousarem no Maranhão.
Acrobacia
É uma modalidade extremante radical e que exige muita técnica do piloto para ser realizada com segurança. O início da acrobacia como modalidade foi em meados de 2001, quando o piloto espanhol Raul Rodriguez inventou a manobra conhecida como SAT, onde o piloto gira de costas com um eixo vertical que fica entre o piloto e o parapente. A partir da descoberta desta manobra, foram inventadas varias outras manobras e então começaram a surgir os campeonatos de acro. Todos campeonatos de acro são obrigatoriamente realizados sobre a água, onde os pilotos definem as manobras que irão realizar e os juizes analisam a velocidade, ritmo e conexão entre as manobras que o piloto realiza. Atualmente já existem cursos específicos para este tipo de modalidade e aprender a fazer acrobacia esta se tornando cada vez mais fácil e seguro.

ESPORTE RADICAL

CANOAGEM
As canoas foram desenvolvidas no transcurso de milhares de anos primeiramente pelos povos nativos da América do Norte. A palavra que conhecemos hoje (canoa) deriva da palavra Kenu, que significa dugout, um tipo de canoa feito de tronco de árvore. Por muitos anos (e até mesmo hoje), foi o meio de transporte mais usado na colonização da América do Norte, Amazonas e Polinésia.
Características dos caiaques e canoas
• Caiaques com cascos com esta formatação tem grande estabilidade e suportam muito peso, são apropriados para principiantes.
• Para descidas de rios com águas agitadas, os caiaques devem ter baixo volume casco de perfil arredondado e linha de quilha arqueada, que proporciona extrema maneabilidade.
• Esta combinação de formato de casco com uma linha de quilha moderada proporciona aos caiaques estabilidade, velocidade e agilidade típica de embarcações destinadas a percorrer longos percursos nos mares e grandes rios. São caiaque fáceis de manobrar embora tenham grande comprimento.
• Com um formato próximo ao piramidal invertido, esta configuração de casco aliada a uma linha de quilha recta é destinada a barcos para competições de velocidade. Requer do remador extrema habilidade pois a instabilidade do mesmo é muito grande, e qualquer descuido leva a uma capotada.
• Para corridas em águas agitadas esta configuração é a mais adequada, em virtude da facilidade de se retornar a posição normal com facilidade mesmo estando o barco totalmente inclinado para a lateral.
Modalidades
Existem várias modalidades das quais se destacam o Freestyle, Canoagem Oceânica, Caiaque-Pólo, Maratonas, Canoagem Velocidade,Canoagem Slalom e por fim a canoagem de rapidos. As duas últimas modalidades olímpicas.
Turismo / Aventura
Turismo e aventura é uma especificidade da canoagem que não se enquadra nos padrões de desporto de competição. O objectivo principal desta variação é a aproximação do homem com a natureza favorecendo a compreensão da sua grandiosidade e consequentemente o respeito a mesma, transformando-os em agentes multiplicadores dessa acção. Ao mesmo tempo, na sua prática, não despreza os benefícios gerados pela actividade desportiva, pois nesta modalidade os envolvidos na grande maioria das vezes empregam seus esforços em "passeios" de longa distância que trazem enormes benefícios ao sistema cardio-pulmonar, requerendo dos praticantes que mantenham-se com um bom nível de aptidão física. Isso implica na manutenção de hábitos saudáveis de vida tanto no campo alimentar como em outras actividades físicas complementares que manterão seus níveis de força e capacidade cardio-pulmonar.
Os locais onde essa modalidade pode ser desenvolvida são os mais diversos: rios, represas, lagos, mares e oceanos (para os mais destemidos e experientes).
Deve-se escolher a embarcação mais adequada para a situação a ser enfrentada. Os caiaques do tipo oceânico são os mais propícios para remadas que envolvam longas distância, são rápidos e possuem compartimento de carga que permitem levar provisões. A canoa canadense, para águas abrigadas (rios, represas, lagos), são uma opção interessante, não são tão rápidas quanto os caiaques, mas possuem uma capacidade imensamente superior para o transporte de carga. Numa expedição que envolva vários dias, uma ou mais canoas canadenses são bem vindas, nelas poderão ser transportados equipamentos maiores além de acomodarem com conforto duas pessoas.
Canoagem onda
Modalidade que vem ganhando muitos adeptos nos últimos anos. No Brasil, se divide em duas classes: Kayak Surf e Waveski. No Kayak Surf, o atleta surfa dentro de um caiaque especialmente produzido para isso. O Waveski é praticado sobre uma prancha desenvolvida para ter melhor flutuação e estabilidade na onda. O praticante usa um remo com duas pás e fica preso à prancha por um cinto, mantendo os pés encaixados numa pedaleira junto ao bico. Muitas vezes a expressão Canoagem Onda é usada para identificar apenas o Kayak Surf.

ESPORTE RADICAL

WAKEBOARD
O wakeboard é um desporto aquático praticado com uma prancha tipo snowboard, puxado por uma lancha. Foi inventado nos Estados Unidos e inicialmente praticava-se com uma prancha de surf com fixações. Surgiu como uma alternativa para os surfistas nos dias de pouca onda. Foi assim que surgiu a idéia do wakeboard, mais precisamente no ano de 1979, quando o norte-americano Tony Finn, inventou o "skurfing", o embrião do esporte.
Essa prática logo se tornou popular no mundo todo, inclusive no Brasil. A partir daí, novos modelos foram sendo construídos e aperfeiçoados, até a chegada, em 1988, da Hyper XP, uma prancha criada pelo norte-americano Herb O Brien e pelo havaiano Eric Perez, capaz de permitir maior velocidade e maior aproveitamento das manobras. Com essa prancha o havaiano sagrou-se campeão mundial.
Após Perez, surgiu a prancha desenvolvida por Darin Shapiro. A prancha Shapiro fez o maior sucesso e venceu quatro campeonatos mundiais.
Wakeboard no Brasil
Desde a chegada no país, em 1990, passou-se algum tempo para a oficialização do esporte. Somente em 1997, com fundação da ABW, a modalidade se consolidou no Brasil. A ABW é responsável pela realização do Circuito Nacional. O circuito nacional conta com diversas etapas, em várias regiões do Brasil. Os berços do wakeboard nacional estão localizados nos estados de São Paulo, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Amazonas e Ceará.
Onde Praticar
O wakeboard pode ser praticado em qualquer lugar que ofereça espaço para o trajeto do barco e segurança para o atleta. É importante que se tome cuidado com os banhistas, pois com a alta velocidade empregada no esporte, qualquer choque pode se tornar uma ocorrência grave.
As pedras também trazem grande perigo ao praticante. A maior recomendação é que se procure praticar em locais com uma boa profundidade. O wakeboard antes de tudo deve ser praticado com todo o cuidado, já que a negligência no esporte pode trazer sérios problemas.
Os melhores locais para a prática são em represas , lagos , mares, desde que não haja muita onda, o que dificulta a execução das manobras, principalmente para quem está começando no esporte.
O lugar de maior número de praticantes no Estado de SP é a Represa De Guarapiranga, localizada na zona sul da cidade. Lá, os praticantes vão poder usurfruir de grande infra-estrutura (Restaurantes, Marinas, Bombeiros, Escolas de Wake, Grande Aréa para a prática, bem como pontos onde não há vento nem marolas que atrapalham na hora de andar)
Equipamentos
Uma prancha, uma corda e um barco. Esses são os equipamentos básicos e necessários para a prática do wakeboard. A prancha deve estar de acordo com o peso e o tamanho do atleta.
Mas geralmente as medidas são: 1,35m de comprimento, 45cm de largura e sua espessura é de 1 cm. Ela é ideal para a prática do desporto e possibilita uma maior velocidade e aproveitamento nas manobras.
A corda é o elo entre o barco e o atleta. Ela não pode ser elástica, pois faz o atleta perder o equilíbrio enquanto está no ar. Quanto mais rígida ela for, melhor. A medida varia entre 15 e 19 metros. Quanto maior a distância entre o atleta e o barco, maior é o tempo que o wakeboarder ficará no ar.
O barco deve ter um motor que mantenha a velocidade e que ande em linha recta, além disso deve estar
pesado, assim fará uma maior onda e facilitará o atleta.

ESPORTE RADICAL

CANYONING
O Canyoning pode ser definido para um leigo como uma espécie de alpinismo praticado em cachoeiras. Mas o esporte vai muito além do rapel em cachoeiras, envolve tudo que diz respeito a exploração do ambiente dos canyons e dos rios em garganta.
O Canionismo é muito extenso, mas a vitrine dessa prática é o rapel em cachoeiras, que se denomina como "cascading", e é amplamente praticado no Brasil.
O conceito e premissas do Canionismo é o de ser uma atividade de baixo impacto no convívio com o ambiente natural e interferir o mínimo possível nesses locais.
A emoção, obviamente, é o maior atrativo para os praticantes que se apaixonam pela exploração de canyons. E a adrenalina, se é que se pode chamar assim, se apresenta nas situações novas e inesperadas.
A falta de técnica, equipamentos e principalmente o despreparo do grupo pode levar a sérios riscos. A má avaliação de uma situação e escolha incorreta do equipamento pode bloquear um esportista sob uma queda d’água e conseqüentemente levá-lo a morte. Os riscos são vários: desde quedas de pedras sobre os praticantes, até o risco de afogamento em águas brancas.
Todas as regiões e "chapadas" onde nascem os rios mais acidentados servem de palco para o Canyoning. Dentro os locais já conhecidos no Brasil para essa prática, destacam-se: as Chapadas da Diamantina (BA) e dos Veadeiros (GO) e as escarpas da Serra do mar em São Paulo e Paraná; os grandes canyons da Serra Geral entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Os grupos e associações começaram a surgir recentemente no Brasil e ainda não contam com força suficiente para a formação de uma federação, passo importante para a padronização das técnicas e procedimentos de segurança.
As empresas que mais apóiam essa prática são as fabricantes de equipamentos como: PETZL, empresa francesa; a CAMP, empresa italiana; e a GUL, empresa inglesa de confecção de roupas de neoprene.

ESPORTE RADICAL

WAVESKI SURFING
Waveski Surfing é um esporte de aventura que combina a prática do caiaque com a performance do surf
Um waveski é basicamente composto de uma prancha mais grossa, com um assento, com pequenas quilhas, suporte para os pés e cinto de segurança, permitindo que praticante mecha-se para efetuar as manobras. o surfista waveski usa um remo duplo para guiar o waveski.
As competições são efetuadas como no surf, ou seja, juga-se as melhores performances e manobras dos surfistas em um período de 20min.
O equipamento pesa cerca de 6 a 8 kg e são fabricados com resina epóxi e espuma EPS, o que torna o waveski mais resitente e leve. O esporte proporciona diversão e exercício para os iniciantes e pilotos avançados. A waveski não deve ser confundido com surf ski. Waveskis são projetados para surfar as ondas do oceano e surf ski são projetados para corridas em águas abertas.